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01.07.2019 - 225 clique(s)
Inicia terça-feira, (02/07) julgamento dos acusados do assassinato da comerciante Sônia Husein Khaled.
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Começa nesta terça-feira (2/7), o julgamento dos acusados de matar a comerciante Sônia Husein Khaled, em São Borja, em 06 de novembro de 2015. Serão julgados o marido da vítima Husen Kasem Khaled e Valdemir Trindade Rodrigues. Também irão a julgamento, Bruno Silveira Aires e Maurício Mariano. O julgamento dos outros três réus; Tiago Vargas Motta, Jean Aldemar de Ávila Weber e José Carlos Neves Moreira, ainda não tem data prevista.

O Júri está marcado para começar às 9h30min, no Salão do Júri da Comarca do município e, segundo o Poder Judiciário, a  previsão é de que que o julgamento do caso tenha duração de pelo menos dois dias.

 

Entenda o caso

Os réus são Husen Kasem Khaled, conhecido como "Turco", que está preso em Dom Pedrito, Maurício Mariano, preso em São Borja, Tiago Vargas Motta - vulgo "Negão",  preso na Penitenciária Modulada de Uruguaiana, Bruno Silveira Aires - "Sheik" ou "Alemão", preso no Presídio Estadual de São Borja, Valdemir Trindade Rodrigues, o "Tiquinho",  preso no Presídio Estadual de São Borja, Jean Aldemar de Ávila Weber, preso no Presídio Estadual de São Borja e José Carlos Neves Moreira - vulgo "Nego Zé", preso no Presídio Estadual de São Borja,.

 

 

O que diz a Denúncia do Ministério Público sobre cada acusado

 

Husen - planejou o crime e ajudou na execução. Ofereceu aos demais réus dinheiro para que matassem Sônia. Levou Tiago e Bruno até a residência do casal, na noite de 06 denovembro de 2015, onde foi simulado um assalto. Indicou melhor local, horário, dia e meios para a concretização do feminicídio. Maurício - ajudou Husen nos detalhes do planejamento do crime e recrutou os cúmplices, Bruno e Tiago, que renderam Sônia e a levaram até a Rua Coronel Tristão de Araújo Nóbrega, no bairro do Passo, local onde a executaram. Bruno foi o autor dos quatro disparos e das duas facadas desferidas pelas costas, que resultaram na morte da vítima. Jean - usou a sua oficina mecânica como local de reunião para planejar a execução do crime. Fez o resgate de Bruno, depois que este matou Sônia. Ajudou Maurício na escolha do local onde a vítima seria executada. A mando de Husen e de Maurício, contatou Tiago para participar do crime
Valdemir - emprestou sua motocicleta para José resgatar Tiago após o crime. Conduziu Maurício até o ginásio onde foram acertados os detalhes com Husen, momentos antes do crime. A mando de Husen e de Maurício, contatou Tiago para participar do crime, José Carlos - fez o resgate de Tiago, após a execução da vítima.


 

O crime

 

Sônia era uma conhecida comerciante da cidade. Sua morte ocorreu na noite de 6 de novembro de 2015. Seu marido, Husen, o "Turco", é acusado de encomendar a sua morte por motivação financeira.

Na noite do crime, ele buscou Tiago e Bruno de carro e os levou para a sua casa onde estava a vítima. Abriu o portão para os dois, que renderam e amarraram Sônia que, naquele momento, estava na sala, de joelhos, rezando. Husen também foi amarrado, para simular um assalto. Alegou o sumiço de R$ 30 mil de casa, mas segundo a acusação nada foi levado. Disse que conseguiu se soltar sozinho, cerca de meia hora depois que os supostos assaltantes deixaram a casa dele, levando Sônia. Ela foi colocada no banco de trás do carro de Husen até a rua Coronel Tristão de Araújo Nóbrega, no bairro do Passo, onde foi executada.

Em seu depoimento, Tiago, que aceitou delação premiada, declarou que Husen ofereceu R$ 50 mil à Bruno para que confirmasse que se tratava de latrocínio (roubo seguido de morte). Disse que foi procurado por Jean e Valdemir para participar do crime. Confirmou que "Turco" foi o mandante e que eles deveriam simular um assalto em que o comerciante também figurasse como vítima. Maurício era a pessoa que sabia de todos os detalhes do plano e era o contato de "Turco".

Antes do fato, Valdemir, Jean, Maurício, José e Tiago se reuniram na oficina de Jean para detalhar o plano. De acordo com Tiago, inicialmente, a ordem era apenas "dar um susto" na vítima, mas que, na última hora, Husen determinou que a matassem. Jean e Valdemir teriam discordado. Bruno, então, se ofereceu para executá-la. Os demais aceitaram colaborar pois, "a pior parte" ficaria com ele.

Sônia levou quatro tiros pelas costas, disparados por Bruno. José aguardava na moto de Valdemir, levando embora Tiago com ele. Jean faria o transporte de Bruno. Tiago afirmou que não viu Bruno desferir os golpes de faca na vítima.

Os réus responderão por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel de execução do crime, recurso que impediu a vitima de se defender, e feminicídio.

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