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17.05.2019 - 106 clique(s)
Horta medicinal
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Em período de chuvas mais intensas, casos de gripe costumam aumentar consideravelmente no Ceará. Sintomas como espirros, tosses e narizes entupidos se tornam bastante comuns. Para combater esse quadro, muitas pessoas têm recorrido a tratamentos  alternativos, à base de ervas, a horta medicinal complementa ou por vezes supre os medicamentos tradicionais.

Em casa, as Farmácias Vivas, como foram denominadas, são pequenas áreas reservadas do quintal onde os moradores plantam variados tipos de ervas e afins para produção de soluções fitoterápicas contra a gripe e outras doenças simples.

Uma dessas “farmácias” tem se destacado no Bairro Jangurussu, na capital cearense. A horta medicinal é cuidada por crianças (devidamente supervisionadas por adultos) e funciona como um “laboratório” para a produção de chás, xaropes e lambedores que beneficiam a própria comunidade envolvida no plantio e colheita.

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O projeto existe há uma década e homenageia o falecido professor Francisco José de Abreu Matos, da Universidade Federal do Ceará, que dedicou décadas de sua vida pesquisando os benefícios do uso de plantas medicinais.

“As crianças participam do plantio, do cuidado, de tudo. A nossa é a do tipo 1. Quem participa leva lambedor, leva outras coisas. Mas só quem participa no sentido de cuidar, plantar e fazer quase tudo”, explica Célia Silva, coordenadora da Farmácia Viva Professor José de Abreu Matos.

“O que o pessoal pede mais é babosa, cidreira (que é calmante), capim-santo, a corama, o guaco e a malva porque fazem lambedores para soltar a secreção”, revela Célia.

Entretanto, a coordenadora diz que apenas as pessoas que participam das ações recebem os produtos feitos. “Eu chamo e digo ‘vamos fazer um lambedor para tosse. Quer participar?’. Se vem participar, leva. Ninguém faz para dar ‘por dar’. E também, se alguém que participa precisar de alguma folha, a gente dar. Mas para quem participa”, reforça a voluntária.

Farmácias Vivas

Pioneiro na regulamentação do uso de horta medicinal e produtos fitoterápicos, o estado do Ceará integrou as Farmácias Vivas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“As Farmácias Vivas são unidades farmacêuticas instaladas em comunidades governamentais ou não governamentais, onde seus usuários recebem medicação preparada com plantas que tiveram confirmação da atividade a elas atribuídas, colhidas nas próprias hortas, que permitem a seus usuários, o acesso a um elenco de plantas verdadeiramente medicinais e seus produtos”, explica a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa).

 
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