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01.02.2019 - 246 clique(s)
Bombeiros de Brumadinho trabalham com salários parcelados e sem 13º
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Já são sete dias de uma rotina de trabalho incessante. 110 mortos e 238 desaparecidos. A equipe de resgate atua em condições adversas, calor de mais de 30 graus, sítio contaminado com resíduos tóxicos e lama até altura do nariz, são alguns dos desafios.

Ao todo, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais destacou um efetivo de 280 homens, que seguem buscando sobreviventes do desastre provocado pelo rompimento da barragem da Vale. Os militares trabalham sem receber 13º e com salários parcelados.

A situação dos Bombeiros é a mesma de todos os servidores de Minas Gerais, que estão há quase três anos recebendo salários parcelados. O pagamento do 13º de 2018 ainda não caiu na conta. Sem previsão. Policiais civis e profissionais de saúde da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) enfrentam dificuldade semelhante.

A Secretaria de Estado da Fazenda anunciou o pagamento da terceira parcela para cerca de 600 mil funcionários públicos. O governador Romeu Zema (Novo) não deu detalhes de como a remuneração do 13º será feita.

Os servidores públicos recebem salários parcelados desde fevereiro de 2016. As parcelas variam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. A Associação dos Praças e Bombeiros Militares de Minas Gerais afirmam que o salário inicial na corporação é de R$ 4.088 para soldados. No topo da carreira, somando gratificações e quinquênios, coronéis podem ganhar até R$ 28 mil.

Minas atravessa uma das piores crises fiscais de sua história. O estado ficou em terceiro lugar entre os casos mais graves do Brasil. Perdeu apenas para o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul na pesquisa pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

“Os três piores estados (Minas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) têm o mesmo problema: combinam alto gasto de pessoal, dívidas muito elevadas, acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e têm um grande problema de liquidez, ou seja, não têm recurso em caixa para pagar fornecedores e, em alguns casos, até servidores”, explica ao Estado de Minas o economista-chefe do Sistema Firjan, Guilherme Mercês.

Em 2017, Minas arrecadou R$ 57 bilhões, sendo que precisou pagar R$ 49,90 bi, ou seja, 87,5% da receita tributária total. Minas também está entre os três estados que ultrapassaram o limite permitido de 200% na Receita Corrente Líquida (RCL). Os efeitos são graves, além da falta de dinheiro, a área de saúde sofre com a escassez de orçamento.

Há quatro anos, curiosamente depois dos 7 a 1 na Copa do Mundo, a Santa Casa de Belo Horizonte fechou 15 dos seus 170 leitos na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O hospital filantrópico é um dos que mais atendem pelo SUS. Minas Gerais deve cerca de R$ 1 bilhão a essas instituições, diz a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de MG.


Fonte: Hypeness


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