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16.12.2017 - 106 clique(s)
Policiais confirmam falta de estrutura e efetivo na fronteira São Borja - Santo Tomé
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Em matéria do Portal G1, policiais falam sobre a falta de condições para dar melhor segurança a população brasileira da fronteira oeste do Rio Grande do Sul.

Com postos fechados e poucos funcionários, as estradas gaúchas da região evidenciam a facilidade de circular entre um país e outro.

Em Quaraí, cidade localizada na fronteira do Brasil com Artigas, no Uruguai, o fluxo de veículos e pessoas é praticamente livre. No posto de fiscalização, apenas dois plantonistas acumulam funções: além da emissão da entrada e saída de turistas, eles ainda têm tarefas de polícia administrativa, como emissão de certidões de antecedentes criminais e confecção de carteira de estrangeiros.

Um policial, que pede para não ser identificado, confirma a situação. - A gente tem uma defasagem tanto em quantidade de efetivo, que estaria lotada, nas delegacias de fronteira, quanto também ao que se refere à rotatividade do pessoal -, disse à reportagem da RBS TV.

Em São Borja, a situação é semelhante. Na fronteira do município com Santo Tomé, cidade da Argentina, os policiais contam que trabalham desarmados e sem poder de polícia. A Delegacia da Polícia Federal, que poderia ser um reforço, fica a 10 quilômetros. E eles também reclamaram da falta de efetivo para combater o tráfico de drogas e armas que cruzam a fronteira.

- A Argentina acabou virando um corredor de passagem da maconha, da cocaína, das armas e das munições do Paraguai e da Bolívia -, diz um policial do local, que também não será identificado.

A falta de fiscalização põe em risco as fronteiras gaúchas, não só em São Borja. Em Uruguaiana, cerca de 1 mil carros cruzam a ponte internacional, muitos dos quais não passam pela fiscalização.

A situação é pior na Região Noroeste da fronteira, onde portos informais funcionam normalmente sem qualquer fiscalização. Isso porque, por falta de recursos, há quatro anos a polícia resolveu tirar os funcionários do posto de fiscalização entre o Porto Vera Cruz e Panambi na Argentina.

E na aduana em Porto Vera Cruz, o cenário encontrado foi de salas abandonadas e estrutura prejudicada.

 

Reforço da Brigada e do exército para fiscalização

Sem o trabalho da Polícia Federal, é a Brigada Militar que entra em ação. Na região de Santa Rosa, os policiais apreenderam R$ 4 milhões em produtos contrabandeados na Região Norte, em um ano. - Praticamente a cada mil metros existe um pequeno porto informal que dá acesso para embarcações e através dos quais os contrabandistas fazem a entrada e saída de marcadorias -, explica o capitão da Brigada, Vinícius Karnikowski.

O exército também reforça o combate ao crime. Uma operação realizada recentemente com a ajuda de 300 militares realizou 6 mil abordagens, segundo o general de exército Edison Leal Pujol.

 

Fonte e imagem: G1 (https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/poucos-funcionarios-e-postos-fechados-colocam-em-risco-as-fronteiras-gauchas.ghtml)

 

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