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01.12.2017 - 373 clique(s)
Investimentos voltam a subir aps 4 anos de queda
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Os investimentos voltaram a crescer no país no 3º trimestre de 2017, após quatro anos de queda e uma sequência de recordes negativos. A volta dos investimentos reforça as apostas de que a recuperação da economia brasileira tende a ganhar um pouco mais de tração daqui para frente.

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre foram divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE. A economia brasileira cresceu 0,1% no período, na terceira alta seguida.

Evolução do nível de investimentos no Brasil
De acordo com IBGE, variação da Formação Bruta de Capital Fixo, no comparativo com o trimestre anterior, em %.

Quem voltou a investir?

A Consermaq e seu Wolmi de Oliveira, presidente da ACISB? Também. Mas além dele, a Tecnicom, empresa de Horizontina, que em breve estará com uma sede em São Borja para qualificar seu aplicativo que revolucionará o comércio em São Borja. Os Freeshops estão também com um pé na terra quente e vermelha. O crescimento a partir do investimento já é visível, até mesmo na cidade. Mas o crescimento do volume de investimentos foi puxado principalmente pela compra de máquinas e equipamentos, incluindo as importações. Pelo termômetro do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), setembro marcou o 4º mês seguido de crescimento nos investimentos em máquinas e equipamentos, enquanto a construção civil e outros continuaram alternando altos e baixos.

- É uma recuperação tímida ainda, mas já verificamos uma reversão da tendência. É um alento, afirma o diretor de macroeconomia do Ipea, José Ronaldo de Souza Júnior.

  Neodent, empresa de implantes dentários Neodent, investiu R$ 60 milhões na ampliação da capacidade produtiva e planeja investir mais R$ 70 milhões até 2018 (Foto: Divulgação)

Neodent, empresa de implantes dentários Neodent, investiu R$ 60 milhões na ampliação da capacidade produtiva e planeja investir mais R$ 70 milhões até 2018 (Foto: Divulgação)

Uma empresa que voltou a investir foi a Neodent, especializada na produção de implantes dentários, que gastou R$ 60 milhões neste ano na ampliação e troca de máquinas da sua fábrica em Curitiba, além da construção de um novo centro logístico.

Apesar da recuperação da indústria, o nível do uso da capacidade instalada continua próximo das mínimas históricas, o que limita o ritmo de retomada do investimento.

Não dá para esperar o governo

A cadeia do agronegócio, que teve safra de grãos recorde neste ano, também tem evoluído de forma descolada do restante da economia. A Cargill, dona de marcas de alimentos como Elefante e Pomarola, é uma das companhias do setor que está investindo.

A companhia aplicou aproximadamente R$ 400 milhões em 2017 na continuação de projetos em portos, um novo centro de distribuição e expansão de linhas de produção. Também comprou a Integral Nutrição Animal, primeira transação no segmento no país. O investimento do poder público é o que não tem mudado, permanece em queda.

Expectativas para o futuro

O investimento, no entanto, ainda não voltará a ser o motor da economia tão cedo. São Borja vai crescer e atingir o equilíbrio, mas é cedo para qualquer boa expectativa real.

No Brasil, o Ipea, órgão ligado ao Ministério do Planejamento projeta que, a partir de 2018, os investimentos já voltarão a crescer acima do PIB. A estimativa é de um avanço de 4,2% nos investimentos ante uma alta de 2,6% do PIB.

A retomada dos grandes investimentos, sobretudo os da área de infraestrutura, só deverá ganhar maior impulso a partir de 2019, em razão das incertezas em relação ao andamento da reforma da Previdência e também por conta das eleições do ano que vem.

- Enquanto não houver uma definição sobre qual será o novo governo e qual será a agenda econômica será difícil criar grandes estímulos ao investimento de longo prazo, diz Giovani Cagnin, presidente do IPEA.

 

Fonte: G1

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