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11.11.2017 - 129 clique(s)
Dinossauros: e se o asteroide caísse onde hoje é São Borja?
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Há 65 milhões de anos, na região onde do Texas (EUA), caiu o asteroide que formou a grande nuvem de poeira que causou a extinção do Cretáceo.

De acordo com paleontólogos japoneses, a região de fronteira com o México, tinha em seu solo algo que não havia em nenhum lugar da Terra, na época.

Quando o asteroide despencou, abriu uma cratera maior que a região da fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, caiu próximo a atual província mexicana de Yucatán. A nuvem de poeira formada pelo impacto da pedra teria alterado drasticamente a vida por aqui, impedindo as plantas de fazer fotossíntese, enchendo a atmosfera de enxofre, diminuindo as temperaturas e acabando com toda uma complexa cadeia alimentar — cujos dinossauros estavam no topo.

É verdade que os 10 km de diâmetro do asteroide já seriam suficientes para causar um bom estrago. Mas dá para dizer também que os dinossauros foram um tanto azarados. De acordo com a dupla de japoneses, as perdas não seriam tão grandes caso o corpo celeste resolvesse cair em um canto diferente do planeta.

O estudo publicado no jornal Scientific Reports, sugere que só 13% da superfície da época continha depósitos de hidrocarbonetos (óleo cru, gás natural e querogênio) em quantidade suficiente para formar a famigerada nuvem de poeira. Ou seja: havia 87% de chance de o asteroide ter propiciado consequências bem menos devastadoras.

Então, se o asteroide caísse em São Borja, o T-Rex e sua turma ainda estariam por aqui. Não estamos falando de nenhuma farmácia - aquela ainda está por aqui.

Mas voltando ao assunto, um estudo de 2014 já tinha mostrado que o momento escolhido pelo asteroide não foi nada propício. Os animais da época se adaptariam mais facilmente à devastação causada pela grande pedra se existisse um número maior de espécies, e se elas fossem mais resistentes às adversidades do ambiente — algo que, como explica Darwin, se leva alguns milhares de anos para construir. Neste ano, um grupo de cientistas britânicos e americanos, descobriu também que, caso o asteroide tivesse rasgado a atmosfera terrestre alguns poucos segundos depois, ele teria colidido com o mar e não com a América do Norte. Um impacto na água teria diminuído drasticamente o total de poeira na atmosfera. Azar dos dinossauros, o pedregulho não ter caído em São Borja, sorte a nossa. Sem a extinção dos grandes répteis, o Homo sapiens não teria nem surgido — e os representantes mais complexos dos mamíferos ainda teriam tamanho semelhante ao de ratos.

 

Fonte básica: SUPERINTERESSANTE

Imagem: (Jurassic World/Reprodução)

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