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28.06.2017 - 474 clique(s)
Ex-militar de 64 anos decide recomear e passa no exame da OAB aps 4 tentativas
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Nunca é tarde para realizar um sonho. Foi com esse pensamento que o policial militar aposentado de Sebastião Bueno da Silva, de 64 anos, decidiu recomeçar a vida em São Carlos (SP). Ele voltou a estudar há 10 anos e, com muita dedicação em casa, conseguiu se tornar advogado após enfrentar quatro vezes o temido exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Persisti e foi uma alegria muito grande pelo tempo que venho batalhando. O segredo é estudar e não desaminar”, disse o aposentado, que é formado em direito desde 2010. O resultado do exame saiu na última quarta-feira (21).

Silva contou que sempre foi bem na primeira fase do exame, mas a segunda era a mais temida. “Tinha trauma da letra ´R´ [de Reprovado]", brincou. "Tem hora que bate o desânimo, a gente quer entregar tudo, mas temos que abraçar a causa e perseverar. Eu diria que me inspirei em pessoas vencedoras”, completou.

 

Gosto pelos estudos

 

Casado há 41 anos e pai de quatro filhos, o aposentado voltou a estudar quando estava com 54 anos. Cinco anos depois, formou-se em direito pelo Instituto Matonense de Ensino Superior (IMMES) e desde então se preparava para o exame da OAB.

“Estudava em casa, comprava livros, via conteúdos pelo computador, não fiz cursinho, foi na raça”, disse Silva. Agora ele quer exercer a atividade de advogado. “Pretendo colocar em prática. Ainda não tenho uma área específica, mas domino a parte criminalística até pela profissão que exercia”, disse.

 

Formação

 

Nascido na cidade paulista de São João de Iracema, Silva mora em São Carlos há quatro anos. Veio com a mulher dar suporte ao filho caçula, de 22 anos, que atualmente estuda matemática na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Dois dois irmãos já são formados em análise de sistemas e outro em engenharia da computação.

Segundo Silva, o apoio da família foi fundamental para ele voltar à sala de aula. O aposentado disse que fez o primário e ficou 12 anos sem estudar para poder trabalhar. Depois que casou, fez supletivo para concluir o ginásio.

 

“A minha base de estudo foi bem precária, mas nunca deixei de ler. Tive que correr atrás com mais idade. Foi preciso primeiro garantir um futuro promissor para os filhos. Após mais de 30 anos, só voltei a estudar com o apoio deles, no sentido de incentivo moral e financeiro”, disse.

 

 Fonte: G1/Globo
 Foto: Sebastião Bueno da Silva 

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