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08.10.2019 - 56 clique(s)
Em Porto Alegre Viaduto Otávio Rocha em total abandono
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 Em Porto Alegre o antigo e tradicional “ Viaduto da Borges” o qual na realidade denomina-se Viaduto Otávio Rocha , inaugurado em 1932, cuja beleza arquitetônica foi marco da época, hoje é emotivo de vergonha para Porto Alegre. Atualmente suas tão apreciadas arcadas que no passado apareciam estampadas em cartões postais , encontram-se sujas, mal tratadas, seu espaço físico apresenta o mais completo descaso e com as paredes repletas de pichações. Há não muito tempo esse viaduto era tido como um cartão de visita da capital do estado, tendo ultimamente se tornado teto para os moradores de rua. Ao completar 84 recentemente, houve um aceno dos órgãos municipais e o Departamento de Limpeza Urbana e Guarda Municipal retiraram os moradores desassistidos que lá se abrigavam. Este é um triste retrato de um local que foi orgulho da capital do estado e dos portalegrenses .

Colocar parte de cima no face e completo em notícias História[editar | editar código-fonte]
As origens do viaduto remontam a 1914, quando o primeiro plano diretor da cidade previu a abertura de uma rua para ligar as zonas leste, sul e central de Porto Alegre, até então isoladas pelo chamado "morrinho".[1] Contudo, sua construção só foi decidida em 1926, quando o intendente Otávio Rocha, em conjunto com o presidente do Estado, Borges de Medeiros, determinou a abertura efetiva da atual Avenida Borges de Medeiros. Tal decisão exigiu um rebaixamento considerável no terreno, interrompendo o curso da Rua Duque de Caxias e obrigando a criação de uma via elevada para reconstituir sua passagem.[2]
Em 1927 foi aprovado um projeto dos engenheiros Manoel Barbosa Assumpção Itaqui e Duilio Bernardi, e no ano seguinte começaram as desapropriações necessárias. Para realização da empreitada foi aberta uma concorrência, vencida pela Companhia Construtora Dyckerhoff & Widmann. Foi entregue à população em 1932.[3]

Abertura da Avenida Borges de Medeiros e construção do Viaduto Otávio Rocha. Foto da década de 20 no acervo do Museu Joaquim Felizardo.
O viaduto é uma estrutura de concreto armado com três vãos. No centro, ao nível da avenida, existem dois pórticos transversais com dois grandes nichos, onde há grupos escultóricos criados por Alfred Adloff. Em ambos os lados da Avenida Borges foram levantadas amplas escadarias de acesso até o nível do viaduto, sustentadas por grandes arcadas, debaixo das quais existe uma série de pequenos estabelecimentos comerciais e instalações sanitárias. Os parapeitos das rampas e do viaduto possuem uma balaustrada decorativa.[4]
Cada passeio é revestido por mosaicos de cimento, e o revestimento é de reboco de pó de granito, imitando pedra aparelhada. Desde sua construção o Viaduto Otávio Rocha é um importante ponto de referência de Porto Alegre. Suas características arquitetônicas, bem como sua relevância sócio-cultural, levaram o município a inscrevê-lo no Livro Tombo sob o número 26, em 31 de outubro de 1988.[4]
Entre 2000 e 2001 foi completamente recuperado, e com a reforma todas as 36 lojas foram revitalizadas, ganhando novos pisos, esquadrias e instalações elétrica, hidráulica e telefônica. No entanto, o viaduto ainda sofre com ações de vandalismo e depredação, além do fato da avenida ser uma das vias porto-alegrenses com o maior número de roubos a pedestres.


https://pt.wikipedia.org › wiki › Viaduto_Otávio_Rocha

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