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Dr. Valério Eggress Falcão
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O entrevistado de hoje é o Doutor Valério Eggress Falcão, médico pediatra que atua em São Borja desde o fim dos anos 90.

 

> Porque escolheu a profissão?

Na escola, ensino médio, sempre gostei de ciências, química, biologia, disciplinas que me qualificaram quando fiz vestibular e fui aprovado para a graduação em medicina. Em dezembro deste ano vai fazer 20 anos que me formei.

 

> Alguma influência da família?

Minha mãe é farmacêutica bioquímica, quem me ajudou quando tive contato com as disciplinas de biologia e química, mas na parte da medicina, na família, eu que comecei...

 

> Sobre a sua especialidade:

Quando passei pela pediatria na graduação, eu gostei muito de atender crianças. No final do curso eu prestei a prova para especialista em Santa Maria. Passei em pediatria e logo fiquei atuando em São Borja e Santa Maria. Logo de início sentia mais apreço em atender crianças.

Quando eu vim para São Borja tinham poucos pediatras, vim para atuar como medico militar, não só na pediatria.

 

> Lado bom em ser médico:

Quando cuidamos de crianças, criamos um vinculo mais duradouro do que quando cuidamos de adultos, por exemplo. Um pediatra pode acompanhar o desenvolvimento dessa criança, e por parte ser responsável por esse desenvolvimento, algo que é muito gratificante, é ver o teu trabalho sendo efetivo. A criança, desde o nascimento, ela não esquece. A gente também nunca esquece. Hoje tenho ‘crianças’ com 17, 18 anos. Isso é muito legal.

 

> Lado ruim em ser médico:

A pediatria não é valorizada, já não era quando eu saí da residência, e hoje em dia, para quem quer fazer pediatria, é muito difícil, ou tu deve gostar muito, quando tu sair da graduação, ou tu escolhe outra possibilidade, pela questão financeira. Hoje esta muito difícil.

 

> A questão da morte, atuando nessa área, com sua especialidade:

Somos profissionais. Eu já tive óbito de crianças e de adultos, passei por essas duas situações. Adulto a gente entende um pouco mais, quando se refere a crianças e pacientes nossos é um pouco mais complicado.

> Se pudesse voltar no tempo, o senhor escolheria outra profissao?

Não.

 

> Existe alguma diferença no atendimento de adultos e crianças?

A gente sai da graduação de medicina, como Clinico Geral, a gente pode atender a todos, de acordo com o que precisa o paciente, não é o paciente que se adapta ao medico, é o contrário.

 

> Suas considerações sobre trabalhar em grupo:

Hoje em dia, o trabalho de equipe de profissionais esta cada vez mais em evidência, porque é importante atender um paciente de uma forma ampla.

 

> Como se sente atuando pelo HIG?

Eu faço parte do corpo clinico da fundação Ivan Goulart. No inicio atuava no antigo Hospital São Francisco. Sinto-me muito bem. É uma instituição que cresceu bastante em todos os sentidos... As condições dele, para o interior do Estado, estão muito boas.

 

> Quanto ao futuro?

Sou novo ainda, mas já passei por um bom caminho. A pediatria está se modificando, em relação às condutas, procedimentos e técnicas... Mas com vinte anos, estamos na metade do caminho.

 

Agradecemos pelo seu tempo doutor Valério. Desejamos tudo de bom!

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