» FlashSB / Entrevistas /
283 clique(s)
A potencialidade da ACISB, entrevista com Wolmi Gomes de Oliveira
 // compartilhar

Wolmi Gomes de Oliveira, 63 anos, empresário e proprietário da Consermaq

A entrevista realizada pela nossa bacharela em Jornalismo Santa Tavares, neste mês, foi com o senhor Presidente da ACISB e proprietário da Consermaq, Wolmi Gomes de Oliveira, empresário, 63 anos. 

Santa: Como o senhor vê a função da Associação de Comércio e Indústria na Cidade?

Wolmi: Em 2018 a Acisb completa 110 anos. É uma entidade representativa que nasceu representando o comércio. Com os anos ela foi ampliando a sua representatividade e hoje ela representa toda a atuação na área de comércio de bens e de serviços, agropecuaristas e também existem associados da indústria. A principal função da entidade é a representação: defender os interesses dos seus associados. Representar os seus associados perante o município, perante o estado, perante a região. Esse é o fundamento...

Santa: O que a ACISB oferece para os empresários na cidade?

Wolmi: Hoje a associação conta com aproximadamente 320 associados, entre empresas e profissionais liberais de todos os seguimentos e ela oferece também alguns serviços aos seus associados que são convênios em diversas áreas. Como logística através de salas que a entidade oferece para seus associados. Essas salas são oferecidas para treinamento dos funcionários, para cursos. Ela tem vários serviços que ela presta a seus associados. Mas o principal foco é a representatividade e defender e promover o desenvolvimento dos associados, de São Borja, da região juntamente com outras entidades representativas da região em conjunto às vezes para reivindicar sempre aquilo que é do interesse do associado. 

Santa: Como age a associação na questão da crise?

Wolmi: Nós como entidade representativa procuramos sempre fomentar o crescimento. A entidade está procurando sempre de uma forma ou de outra fazer com que os empresários superem a crise, sejam através de idéias novas, cursos, palestras motivacionais, seja através de campanhas que a gente faz.  Nós estamos sempre fazer com que o empresário não fique retraído e isso tem dado bons frutos. Uma das ações que vamos iniciar agora e que vai durar 4 meses é a campanha Comprar em São Borja é bom demais. Essa campanha que já está sendo colocada para nossos associados fomenta a venda. Faz com que as pessoas comprem mais em São Borja, não comprem fora, valorize o comércio local. É uma das ações que a entidade está fazendo para que chegue ao final do ano, e nós possamos ter um resultado positivo. Nós sabemos que a crise que vem se demonstrando nos últimos dois e três anos ela é inevitável que atingisse todos os setores. Eu acredito que o pior da crise já passou. Esse ano, por exemplo, já se nota um pequeno crescimento em termo de dois ou três por cento na economia. Isso atinge diretamente também o nosso empresário. Nós esperamos que para 2018 exista um crescimento um pouco maior. E aí nós já projetamos também ações para 2018 visando a gente conseguir este crescimento que está sendo projetado ou talvez até um pouco maior a nível local porque nós temos algumas peculiaridades em São Borja. Uma delas, por exemplo, é se utilizar do turista argentino que vem pra cá e que outras cidades não têm. Só que nós precisamos utilizar esses recursos. Somente a união das entidades e do poder público vão fazer com que possamos, com que a economia e a nossa meta para 2018 sejam atingidas.

Santa: Quais as expectativas para 2018?

Wolmi: Temos muitas coisas projetadas para 2018. A própria entidade mesmo tem uma grande meta que é fortalecer o nosso quadro associativo, fomentar mais o nosso quadro associativo. E com 110 anos que a entidade está completando ano que vem, essas metas são visíveis.

Nós temos dois períodos que são crítico: o pós-natal que geralmente entram as liquidações e no período do inverno quando principalmente o inverno não é aquilo que se espera. O comércio varejista de confecções principalmente sofre muito com isso aí. Mas os melhores períodos durante o ano são o natal e as datas especiais.

Santa: Como se sustenta a entidade?

Wolmi: A entidade é um esteio de sustentação porque ela está sempre procurando contribuir com o pequeno empresário como o associado que inicia na entidade com palestras, auxílio em cursos que a gente fornece gratuitamente, nós temos aqui departamento jurídico que também contribui. E essas pessoas, micro e pequeno empresário que ingressam na Acisb eles sempre têm uma visão diferenciada. Eles já têm uma visão como macro. Eles enxergam os problemas como mais fáceis do que uma pessoa que está fora duma entidade. Porque uma entidade como a Acisb reúne lideranças, reúne empresários que já tiveram problemas, que já cresceram que já caíram então se troca muitas experiências.

Santa: Como faz para ser um associado?

Wolmi: A gente sempre procura identificar as pessoas e empresas com um potencial para ser associado e que sejam, se enquadrem dentro do estatuto da entidade que é ser dentro daquelas áreas que se representam. Mas tem alguns que procuram a entidade para ser associado e outras são visitadas pela entidade. Mas ela está de portas abertas para receber novos associados aí a pessoa vai preencher uma ficha e vai para análise e aí é colocado em votação em reunião e se é aprovado ela já entra como associado.

Santa: Como o senhor vê a sua utilidade e função como presidente?

Minha função como presidente da entidade, costuma-se partilhar as decisões com a diretoria, vices presidentes com diretores, mas sempre está a cargo do presidente tomar as decisões. A gente está sempre procurando além de representar a entidade como a pessoa que está na presidência, representar perante os poderes quando não pode ir vai algum representante da entidade um diretor. Mas além da representatividade, também cuidar da parte interna da entidade que é a sustentabilidade da entidade como a sustentação financeira para sobrevivência. Mas a função do presidente em si é a maior representatividade falar por todos os associados desde que se consiga trazer as idéias dos associados e representá-los.

Nós estamos sempre representando perante o poder público. Um exemplo:  o comércio central está muito preocupado com o estacionamento rotativo, não existem vagas estão todos preocupados e eles recorrem para a entidade para representá-los. Aí em reunião tomamos uma decisão de encabeçar um ofício para o prefeito e exigir que se faça tal coisa. O presidente fala pelos associados.

 

 // confira outras entrevistas
 // comentários

© 2018 - FlashSB - Levando São Borja para o mundo!
João Manoel, 2600 - Centro - São Borja / RS
Telefones: (55) 3431- 3960 / (55) 9 9962-1270
Desenvolvido por Index1