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O espiritismo - por Paulo Caetano
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Em uma entrevista especial e iluminada, nos sentimos sendo direcionados para algo que tem ajudado muitas pessoas no mundo: a espiritualidade. 

Acompanhe!

FLASHSB: O que constitui a Doutrina Espírita?

A doutrina espírita pode ser entendida como o campo do conhecimento que se ocupa em compreender o universo sob perspectiva que envolve, além da matéria, o elemento espiritual. Estuda, de modo objetivo, a realidade espiritual, não pelo método dedutivo aristotélico; o Espiritismo se debruça sobre as manifestações extrafísicas, inteligentes, e interroga os próprios fenômenos. Não teoriza abstratamente, mas chega, a partir dos fatos, pela via da indução, a compreensão das causas dos fenômenos. Com paradigmas adequados às realidades extrafísicas, investiga, com método científico, o campo do espírito. Por caminhos semelhantes aos de Baruch Espinosa na filosofia e Albert Einstein na física, chega a compreensão de que a ordem inteligente do universo necessita de causa inteligente não condicionada pelas variáveis de tempo e espaço, como criador eterno. Pela razão, pela experimentação e pela religião mostra a congruência de caminho, verdade e vida.


FLASHSB: Como se formou o Espiritismo?
Paulo Caetano: Alan Kardec era absolutamente descrente dos chamados fenômenos espirituais que proliferavam no mundo em meados do século XIX. Mas como homem de ciência e de mente sem preconceitos foi observar um sarau em que pessoas se divertiam questionando os espíritos em torno de uma mesa e que a elas respondiam por códigos de pancadas convencionados previamente. Passou a formular indagações sobre assuntos de relevância e obter respostas coerentes, profundas, acima das possibilidades de haver truques dos circunstantes. Esse fato o levou sondar com mais acuidade os fenômenos, até ser visitado, em sua residência, por espírito de alta hierarquia de conhecimentos, que por códigos veio trazer-lhe a missão de organizar o material a ser produzido por uma gama de espíritos elevados, através de médiuns que iriam colher manifestações escritas ou pela fala. Alan Kardec coordenou esse processo e deu organicidade à obra produzida, primeiro através do Livro dos Espíritos, e logo em seguida pelos outros quatro que compõem as chamadas Obras básicas: O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, e O Céu e o Inferno. Qual o papel de Alan Kardec na elaboração da obra espírita? Paulo Caetano: Alan Kardec foi o encarregado pelo Espírito da Verdade a ordenar, de forma coerente, o conjunto de informações trazidas pelos diversos espíritos superiores através dos médiuns. Kardec era emérito professor na França, erudito conhecedor das ciências, da filosofia e da literatura. A primeira obra, O Livro dos Espíritos, foi elaborado em meados da década de 1850, sob a forma sistematizada de perguntas e respostas na ordem lógica dos temas, com o material fornecido pelos médiuns, publicado em 1857. Os outros quatro Livros já mencionados são desdobramentos desse primeiro, constituindo tratados das matérias naquele sinteticamente enunciadas. O Livro dos Médiuns é a obra que estuda, mediante critério científico experimental, a comunicabilidade dos espíritos com homens e mulheres. O Evangelho Segundo o Espiritismo estuda os ensinamentos morais trazidos por Jesus, retirando o véu que encobre as parábolas e mostrando-lhe o sentido espiritual elevado.


FLASHSB: Que é o Movimento Espírita e quem é responsável por ele?
Paulo Caetano: Chamamos movimento a doutrina espírita posta em ação no mundo, no trabalho de seus divulgadores através de palestras e publicações literárias ou das mídias, no estudo sistematizado desse manancial de conhecimentos nos centros espíritas, na tarefa de amparar os aflitos pela influência perniciosa de espíritos embrutecidos, no aconselhamento reequilibrante dos visitados pela dor, na convivência fraterna com os diferentes segundo ensinou Jesus. Não há organização sacerdotal ou assembleia que reivindique para si o exclusivo direito de falar em nome do Espiritismo. Qualquer estudioso das obras espíritas, qualquer associação, pode, sem censura, tratar do Espiritismo. A condição moral é que dá autoridade e não o lugar de onde se fala sobre a doutrina. Mas em todos os países os espíritas buscam organizar um corpo federativo, não imposto, para orientar as diretrizes do movimento, auxiliando a manter a elevação doutrinária e instruindo-nos a beber dessa água que sacia a sede para sempre. No nosso caso, esse papel cabe à Federação Espírita Brasileira e às Federações Estaduais, com suas instâncias regionais e municipais que livremente venham aderir ao campo federativo. Como os espíritas entendem as noções de Céu e Inferno? Paulo Caetano: Céu e Inferno não são compreendidos como lugares; podem ser entendidos como um estado moral do espírito. Aliás, os três últimos Papas de Igreja Católica já explicitaram essa concepção. Não são lugares para onde se vai ao morrer, mas estados espirituais em que se vive, no corpo ou desencarnado. O Espiritismo não atormenta a ninguém com o inferno, mas em contrapartida também não promete o céu, pois o estado espiritual de bom arranjo ou de desequilíbrio são conquistas decorrentes de nossas escolhas, de nossas ações. Temos liberdade de fazer qualquer coisa, mas ficamos vinculados aos resultados que produzimos; livres para semear, mas responsáveis para colher. Deus, o pleno e puro amor, a ninguém pune, nem castiga; educa através de leis justas, como excelso pai.

Com a noção de que pequenos gestos podem mudar vidas, essa entrevista elaborada com o senhor Paulo Afonso Caetano, serviu para - quem sabe - ajudar quem busca um caminho mais iluminado e com felicidade.

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